No início, o contato com a tecnologia pode até ter gosto de fel e de raiz amarga, como diz a canção Banda Larga Cordel de Gilberto Gil. Mas não há outro jeito: ou se alarga o uso da tecnologia da informação no ensino tradicional, ou a tarefa de educar a grande maioria das crianças brasileiras será deixada para outra encarnação.
A tecnologia da informação já revolucionou o ensino em todo o mundo. No Brasil, vem operando o milagre de reduzir até mesmo a evasão escolar. Não há mais como ser diferente: computadores, internet e lousas interativas, entre outras ferramentas, são hoje parte integrante da vida dos estudantes. A tecnologia finalmente foi percebida como um valioso instrumento de aprendizagem em sala de aulas e como aliada da pedagogia educacional.
Hoje, não cabe mais qualquer dúvida: a tecnologia deve caminhar de mãos dadas com a educação e ser até mesmo a bússola de exploração de toda a potencialidade pedagógica. Ela jamais vai substituir o professor, mas pode ocupar o lugar das ferramentas tradicionais de transmissão de conhecimento, levando através de meios eletrônicos a educação para lugares onde vivem poucos brasileiros, aqueles distantes e de difícil acesso.
Ninguém se engane: os livros didáticos na nova era ensino, convivem em harmonia com os computadores. As ferramentas tecnológicas já deram o primeiro passo em direção à paz entre livros e computadores, ao desenvolverem conhecimento de adequação à nova realidade. Enfim, a inclusão digital nas instituições de ensino é um caminho sem volta e ganham com ela as crianças e a sociedade.
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